Entenda quem tem direito ao seguro-desemprego ampliado
O Ministério do Trabalho anunciou nesta semana que 103,7 mil trabalhadores terão direito ao seguro-desemprego estendido, que pode chegar a sete meses.
Os empregados com direito ao benefício só saberão se foram contemplados ao dar entrada no seguro - veja abaixo como proceder.
Segundo o Ministério do Trabalho, o benefício valerá para trabalhadores demitidos entre dezembro e fevereiro, em setores afetados pela crise financeira internacional.
Veja abaixo os setores de 16 estados que serão beneficiados e a estimativa de quantas pessoas receberão seguro ampliado por setor.
SETORES CONTEMPLADOS PELO
SEGURO-DESEMPREGO AMPLIADO
Setor
Estimativa de beneficiados
Amazonas
Indústria metalúrgica
263
Indústria mecânica
804
Indústria do papel, papelão, editorial e gráfica
97
Indústria da borracha, fumo, couros, similares e
indústrias diversas
88
Indústria de produtos alimentícios, bebidas e
álcool etílico
284
Transportes e comunicações
863
Amapá
Transportes e comunicações
79
Agricultura, silvicultura, criação de animais,
extrativismo vegetal
32
Maranhão
Transportes e comunicações
337
Ceará
Indústria mecânica
79
Paraíba
Indústria de calçados
489
Pernambuco
Indústria da borracha, fumo, couros, peles,
similares e indústrias diversas
68
Sergipe
Indústria do papel, papelão, editorial e gráfica
69
Bahia
Extrativa mineral
222
Minas Gerais
Extrativa mineral
1.274
Indústria metalúrgica
4.061
Indústria mecânica
1.524
Indústria do material elétrico e de comunicações
925
Indústria do material de transporte
2.045
Indústria da borracha, fumo, couros, peles,
similares e indústrias diversas
1.067
Indústria química de produtos farmacêuticos,
veterinários, perfumaria
2.311
Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos
4.201
Indústria de produtos alimentícios, bebidas e
álcool etílico
11.069
Comércio e administração de imóveis, valores
mobiliários, serviços técnicos
12.935
Espírito Santo
Comércio varejista
4.108
Rio de Janeiro
Indústria do papel, papelão, editorial e gráfica
485
São Paulo
Indústria metalúrgica
8.263
Indústria mecânica
8.473
Indústria do material de transporte
7.420
Indústria da borracha, fumo, couros, peles,
similares, indústrias diversas
4.735
Indústria química de produtos farmacêuticos,
veterinários, perfumaria
7.126
Indústria têxtil do vetuário e artefatos de tecidos
8.295
Paraná
Indústria do material de transporte
1.634
Indústria do papel, papelão, editorial e gráfica
548
Indústria química de produtos farmacêuticos,
veterinários, perfumaria
1.145
Santa Catarina
Indústria metalúrgica
854
Indústria química de produtos farmacêuticos,
veterinários, perfumaria
1.008
Comércio atacadista
1.293
Rio Grande do Sul
Indústria do material elétrico e de comunicações
414
Indústria do material de transporte
817
Indústria química de produtos farmacêuticos,
veterinários, perfumaria
1.522
Goiás
Indústria do material de transporte
381
Tire abaixo suas dúvidas sobre como dar entrada no
seguro-desemprego e como saber se você será contemplado:
PERGUNTAS E RESPOSTAS
SOBRE O SEGURO-DESEMPREGO
Quem pode requerer o seguro-desemprego?
Todo trabalhador demitido sem justa causa, com
contrato regido pela Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT), que trabalhe na mesma empresa
por pelo menos seis meses.
Como saber se tenho direito ao benefício estendido?
Se você foi demitido entre dezembro e
fevereiro e era empregado dos setores
estipulados pelo Ministério do Trabalho, pode
ter direito. Para saber se você será
beneficiado, é preciso verificar ao dar entrada
no seguro.
Onde requerer?
Em qualquer posto de atendimento do Ministério
do Trabalho, nos postos estaduais do Sine
(Sistema Nacional de Emprego) ou nas agências da
Caixa Econômica Federal.
Quais documentos é preciso levar?
- Comunicação de Dispensa (via marrom) e
Requerimento do Seguro-Desemprego (via verde),
que são fornecidos preenchidos pelo empregador
após a demissão;
-
Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho
quitado pelo empregador;
- Carteira de Trabalho e Previdência Social;
- Documento de
identificação (carteira de identidade, certidão
de nascimento ou casamento com o protocolo de
requerimento de nova identidade, carteira de
motorista com foto, passaporte ou certificado de
reservista)
- Cartão
do Cadastro de Pessoa Física (CPF);
- Cartão do PIS/PASEP ou Cartão do Cidadão;
- Os dois últimos holerites.
Até quanto tempo após a demissão é
possível dar entrada no requerimento do seguro?
Até 120 dias corridos contados a partir do dia
seguinte ao da demissão.
Quando será paga a primeira parcela?
Trinta dias após a data do requerimento.
Onde receber o dinheiro?
O pagamento só é feito nas agências da Caixa
Econômica Federal e em seus correspondentes com
a apresentação do Cartão do Cidadão.
Quem estiver recebendo seguro-desemprego
e conseguir outro emprego formal, não pode
mais ter o benefício?
O benefício é cancelado no caso de admissão em
novo emprego. No caso de uma nova demissão, no
período máximo de 16 meses da demissão anterior,
é possível retomar o recebimento das parcelas.
Passado o período de 16 meses, o empregado terá
de fazer uma nova requisição do seguro-desemprego.
Qual é o valor do seguro-desemprego?
O valor do benefício varia entre R$ 465 e R$
870. Veja no fim da página tabela que explica
como calcular o valor.
Em quantas parcelas é pago normalmente?
- três, para quem trabalhou registrado no mínimo
seis meses e no máximo 11 meses;
- quatro, para quem trabalhou registrado no
mínimo 12 meses e no máximo 23 meses;
- cinco, para quem trabalhou registrado no
mínimo 24 meses.
Quem terá direito aos sete meses de
seguro-desemprego anunciados pelo governo?
A ampliação de dois meses é permitida pela
legislação em situações de emergência. Para os
afetados, haverá no mínimo cinco parcelas e no
máximo, sete.
Como o governo sabe quem continua tendo
direito ao benefício?
No pagamento de cada parcela, é verificado na
carteira de trabalho se o trabalhador continua
na condição de desempregado.
Em que casos o benefício é suspenso?
Na admissão em novo emprego ou no caso
de recebimento de benefício continuado da
Previdência Social - exceto o auxílio-acidente e
a pensão por morte.
COMO CALCULAR O VALOR
DO SEGURO-DESEMPREGO
Último salário
Cálculo
Menos de R$ 767,60
multiplicar o salário por 0,8.
Se o valor for inferior a R$ 465, benefício será
de R$ 465
Entre 767,61 a R$ 1.279,46
multiplicar o que exceder a R$ 767,60 por 0,5 e
somar a R$ 614,08
Mais de R$ 1.279,46
R$ 870,01
Juro do cheque especial é o maior em mais de cinco anos
No mês passado, juros do cheque especial subiram para 174,8% ao ano.
Para pessoas físicas, taxa subiu para 58,7% ao ano - mais alta desde 2006..
A taxa média de juros cobrada pelas instituições financeiras nas operações com cheque especial para pessoas físicas atingiu o valor de 174,8% ao ano em novembro, o maior valor desde junho de 2003 - quando somou 176,9% ao ano, informou nesta terça-feira (23) o Banco Central.
No ano, os juros do cheque especial já avançaram impressionantes 36,7 pontos percentuais, visto que estavam em 138,1% ao ano no fim de 2007.
Juros bancários
Ao mesmo tempo, a taxa média de juros cobrada pelos bancos em todas as suas operações, quer seja com empresas ou pessoas físicas, atingiu 44,1% ao ano no mês passado, contra 42,9% ao ano em outubro.
No ano, o aumento foi de 10,3 pontos percentuais. A taxa média de juros dos bancos de novembro, segundo o BC, é a mais elevada desde abril de 2006, quando totalizou 45,4% ao ano.
No caso da taxa de juros das instituições financeiras em suas operações com pessoas físicas, informou a instituição, esta subiu para 58,7% ao ano em novembro, a mais elevada desde março de 2006.
Para pessoas jurídicas, os juros médios cobrados em novembro totalizaram 31,2% ao ano, o que representa queda de 0,4 ponto percentual frente ao mês de setembro - quando somou 31,6% ao ano.
Razões para o aumento
São várias as razões para o aumento dos juros bancários neste ano. No início de 2008, o governo autorizou um aumento da alíquota do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), o que encareceu as taxas. Entre abril e outubro deste ano, elevou os juros básicos da economia de 11,25% para 13,75% ao ano - o que também impactou os juros bancários. E, mais recentemente, a crise financeira internacional também deu sua contribuição.
"O crédito está mais caro, principalmente para as famílias, refletindo esse momento de aversão ao risco. A crise financeira internacional contribuiu para a elevação das taxas de juros. Toda essa turbulência levou a algum aumento", disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.