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Em busca de uma vaga? Cuidado com os golpes do falso emprego PDF Imprimir E-mail

ImageEm SP, 19 pessoas foram presas por oferecer vagas que não existiam.

Especialistas mostram como identificar possíveis golpes e evitar prejuízos.




Com o crescimento da taxa de desemprego – em fevereiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice foi de 8,5%, o maior desde abril de 2008 –, candidatos devem ficar atentos a propostas que se aproveitam do aumento da procura por oportunidades. Entre os golpes estão cobranças por "vagas garantidas" e o oferecimento de empregos que não existem.

Na semana passada, 19 pessoas foram presas suspeitas de aplicar o golpe do falso emprego em São Paulo. Elas usavam uma empresa de fachada e anúncios em jornais para atrair as vítimas. Segundo a Polícia Civil, o grupo exigia que as vítimas vendessem cartões de fidelidade com a falsa promessa de conseguir um emprego. Vinte e nove pessoas foram lesadas pela quadrilha.

VEJA COMO NÃO CAIR NO GOLPE DO FALSO EMPREGO

Desconfie:
  • Se o salário é bem acima do oferecido pelo mercado, e os benefícios não condizem com o cargo em questão.
  • Se a consultoria diz ao cliente que ele é perfeito para a vaga, mas seu currículo precisa ser refeito.
  • Se na entrevista o selecionador perde mais tempo falando das maravilhas do futuro emprego do que entrevistando o candidato.
  • Se a agência diz que não cobra taxas do cliente, apenas o custo com o teste psicológico, supostamente exigido pela empresa.
  • Se as promessas verbais de garantia de emprego não estão descritas no contrato.
  • Se tudo precisa ser resolvido ali, na hora e se a vaga tem um preço: a compra de consultoria de serviços de carreira.
Previna-se:
  • Antes de assinar qualquer documento, verifique se existem reclamações referentes à empresa nos órgãos de defesa do consumidor.
  • Faça uma pesquisa sobre a empresa na internet e verifique se a mesma tem CNPJ e se está tudo certo com o seu registro.
  • Leia todos os termos do contrato com muita atenção antes de assiná-lo.
Fonte: Projeto Social Emprega Brasil

Segundo Elaine Saad, presidente da seccional São Paulo da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), o candidato já deve questionar o recrutador que oferece uma vaga se o processo seletivo terá algum custo.

Caso o selecionador “enrole” para dar uma resposta, o candidato deve fazer a pergunta novamente até obter uma resposta objetiva. “Emprego não se paga, não é algo que se vende”, diz.

De acordo com Elaine, somente empresas de recolocação voltadas para a orientação de profissionais sem emprego ou que desejam mudar de carreira são autorizadas a cobrar dos profissionais pelos serviços de consultoria e orientação de carreira, como elaboração e divulgação de currículo, preparação para entrevistas de seleção e orientação sobre o mercado de trabalho.

Sem garantias

A consultora informa ainda que nenhuma agência pode garantir em contrato que irá arrumar emprego para o candidato.

“Por isso, é importante que quem está em busca de emprego leia atentamente os termos.” Ela diz que o candidato deve desconfiar se o selecionador não o deixar ler o contrato direito ou começar a falar sem parar para distraí-lo da leitura.

Marisa da Silva, consultora de recursos humanos da Career Center, diz que o candidato que receber algum telefonema com proposta de emprego deve antes de mais nada perguntar se quem está ligando é a empresa contratante ou a agência de seleção e se haverá alguma cobrança.

Segundo ela, se a pessoa que ligou não der a informação e dizer para o candidato ir até o local, deve-se então pegar o nome completo da empresa, o endereço e o telefone. Depois disso, ele deve fazer uma pesquisa sobre a agência na internet antes de ir até lá.

“Nas entrevistas, desconfie se (as pessoas) começam a falar que o emprego é maravilhoso, o salário é bom ou cobram para fazer o teste psicológico, por exemplo”, diz Marisa.

Segundo ela, nesses casos, geralmente duas pessoas fazem a entrevista com o candidato para pressioná-lo a participar de todo o processo seletivo e aceitar as condições impostas. “Não aceite pagar por encaminhamento de currículo nem testes."

Outra dica da consultora é pedir para levar o contrato para casa para lê-lo com calma ou que o documento seja encaminhado por e-mail.

 
Segure firme na hora da mudança PDF Imprimir E-mail

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Por Luiz Carlos Cabrera*

Todas as vezes que penso em como orientar as pessoas que enfrentam mudanças, fato tão normal hoje nas organizações, me lembro de uma frase do renomado professor Warren Bennis: “Não é verdade que as pessoas não gostem de mudanças. Elas não gostam é de ser mudadas”. Ser mudado é mesmo ruim. Pode levar os profissionais a se movimentarem “para o lado errado” ou a ficar estáticos esperando ordens. Por isso mesmo, o movimento de mudança, em geral, tem de ser rápido e eficiente. Quem fica no meio do caminho atrapalha e acaba sendo descartado.

Você deve se esforçar para conhecer e entender as razões da mudança. Existem duas maneiras para isso. Uma é avaliar se a gestão da mudança está sendo bem feita, a outra é ir atrás de informações e explicações. Muitas vezes o processo não é claro, mas o pior é se colocar na posição de vítima. Fale com seus superiores, procure entender a raiz do processo. Algumas perguntas são úteis: que problema estamos resolvendo? O que podemos melhorar? Quanto estamos economizando?

Não estou dizendo que você deva contestar a mudança, mas tentar entendê-la para que possa entrar de corpo e alma nela. O consultor Pedro Mandelli, autor de vários livros sobre o assunto, tem uma metáfora excelente para exemplificar esse processo: “Imagine-se num caminhão transportando pessoas na boléia. Você pede para se acomodarem, pois precisa subir uma ladeira íngreme. Como líder, você repete e insiste que todos devem se segurar bem. Ao arrancar, o que acontece é que um terço se segura bem, um terço fica pendurado, pois não entendeu direito as explicações, e um terço cai do caminhão, porque não entendeu nada”. O motorista nunca deve parar para pegar os que caíram. Os que se seguraram puxam os pendurados para dentro e o caminhão segue em frente. Voltar para pegar quem caiu é um desrespeito aos que se esforçaram para se segurar. Nada incomoda mais os profissionais dedicados e competentes do que ver a empresa ser “mole” com os incompetentes e com os que não se esforçam. E você? Pronto para a arrancada?

*Luiz Carlos Cabrera é professor da Eaesp-FGV, diretor da PMC Consultores e membro da
Amrop Hever Group.
 
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